sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Artigo de Ellen Dean Ribeiro Teixeira


EDUCAÇÃO PELA ARTE:
INSTRUMENTO PARA FORMAÇÃO DO HOMEM CRÍTICO


Ellen Dean Ribeiro Teixeira*[1]
*Professora de Educação Infantil
  Escola de Educação Infantil Alziro Zarur – LBV
  Pós- Graduanda em Educação Infantil
  Universidade Católica de Brasília - Qs 07 Lt 01 EPCT – Águas Claras CEP 71966-700
  E-mail: ellendean@ig.com.br/ (61) 92999388


A arte é um trabalho que afeta a essência humana, ela não pode ser definida de uma única forma. É algo intransferível de ser humano para ser humano, sobretudo, é o produto de culturas, e constitui como uma forma de expressar o mais íntimo sentimento, tanto para o artista como para o espectador.
                A educação será contextualizada, quando estiver mais próxima da realidade da criança que é na sua essência artista. Ela poetiza com as palavras, brinca com as imagens, e os objetos em suas mãos se tornam diversas outras coisas. Dessa forma, proporcionar uma educação prazerosa é condição fundamental para o desenvolvimento do pensamento crítico.
  A educação pela arte oportuniza o indivíduo a agir no mundo; possibilita adquirir a capacidade crítica para não se submeter á imposição de valores e sentidos, estimula a capacidade intelectual para recriar idéias e ações, segundo sua própria decisão. Esta educação também oportuniza aos professores de diferentes áreas do conhecimento trabalhar através da interdisciplinaridade, ou seja, é permitido utilizar a arte para ensinar diversos outros conteúdos: é uma forma metodológica a ser empregada nas aulas, para torná-las mais proveitosas.
Educar através da arte é condição essencial para os professores dos anos iniciais. Os professores que educam através da arte permitem ao aluno uma educação integral, que consiste na educação da mente e também do corpo, porque oportuniza trabalhar a percepção, a imaginação, a disciplina, a criatividade e o envolvimento com o grupo. A arte enseja o ser humano estabelecer relação de autoconfiança com os outros.
A disciplina de arte dentro do currículo escolar, geralmente possui a menor carga horária em relação às outras disciplinas como: matemática, português, ciências e outras. Todavia, o interesse maior desta pesquisa foi perceber como a arte integrada a todas as disciplinas contribui para a formação do homem crítico. A pesquisa é qualitativa e o instrumento utilizado foi o estudo de caso.
  
 Uma das fontes iniciais para o desenvolvimento da aprendizagem e interação social humana é a linguagem, porque é um instrumento que possibilita a uma determinada sociedade compartilhar de uma mesma estrutura de valores. Quando se aprende uma língua se aprende a percepção de determinada cultura, isto é, de determinado grupo social.
   O desenho constitui como um dos primeiros registros gráficos, no desenvolvimento da comunicação entre os homens. Entre os dois e três anos de idade, a criança rabisca e descobre significados. O rabisco mesmo que não seja perceptível para o adulto tem definição precisa para aquilo que a criança desejou desenhar na mente. Neste sentido, para as crianças o desenho é uma forma de linguagem.
Desde a infância o ser humano já supera o animal, por que sabe conservar os objetos, formar imagem mental, trabalhar no plano das representações e das idéias. O animal somente é capaz de executar aquilo a sua frente, se adaptar e se ajustar às condições que lhes são impostas para o ambiente. “... o homem tornou-se histórico: seus símbolos permitem-lhe evocar o passado e planejar o futuro” (DUARTE, Jr, 1981, p. 23). E também o autor, Freire (1997), confirma esta idéia ao comentar que, “não ter um amanhã nem um hoje, por viver num presente esmagador, o animal é a – histórico” (FREIRE, 1997, p.104).
A escola é a instituição por excelência responsável por construir nos indivíduos o processo de aprendizagem; é responsável por colocar os indivíduos em contato com os sentidos que circulam a cultura da sociedade, para fazer com que eles conheçam as múltiplas significações e as compreenda a partir de suas vivências aponta Duarte, Jr, (1981, p. 93): “Quando a educação não leva o sujeito a criar significações fundadas em sua vida, ela se torna simples adestramento: um condicionamento a partir de meros sinais.”




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