EDUCAÇÃO PELA ARTE:
INSTRUMENTO PARA FORMAÇÃO DO HOMEM CRÍTICO
Ellen Dean Ribeiro Teixeira*[1]
A
arte é um trabalho que afeta a essência humana, ela não pode ser definida de
uma única forma. É algo intransferível de ser humano para ser humano,
sobretudo, é o produto de culturas, e constitui como uma forma de expressar o
mais íntimo sentimento, tanto para o artista como para o espectador.
A educação será contextualizada,
quando estiver mais próxima da realidade da criança que é na sua essência
artista. Ela poetiza com as palavras, brinca com as imagens, e os objetos em
suas mãos se tornam diversas outras coisas. Dessa forma, proporcionar uma
educação prazerosa é condição fundamental para o desenvolvimento do pensamento
crítico.
A educação pela arte oportuniza o indivíduo a
agir no mundo; possibilita adquirir a capacidade crítica para não se submeter á
imposição de valores e sentidos, estimula a capacidade intelectual para recriar
idéias e ações, segundo sua própria decisão. Esta educação também oportuniza aos professores de diferentes
áreas do conhecimento trabalhar através da interdisciplinaridade, ou seja, é
permitido utilizar a arte para ensinar diversos outros conteúdos: é uma forma
metodológica a ser empregada nas aulas, para torná-las mais proveitosas.
Educar através da arte é condição essencial para os
professores dos anos iniciais. Os professores que educam através da arte
permitem ao aluno uma educação integral, que consiste na educação da mente e
também do corpo, porque oportuniza trabalhar a percepção, a imaginação, a
disciplina, a criatividade e o envolvimento com o grupo. A arte enseja o ser
humano estabelecer relação de autoconfiança com os outros.
A disciplina de arte dentro do currículo escolar,
geralmente possui a menor carga horária em relação às outras disciplinas como:
matemática, português, ciências e outras. Todavia, o interesse maior desta
pesquisa foi perceber como a arte integrada a todas as disciplinas contribui
para a formação do homem crítico. A pesquisa é qualitativa e o instrumento utilizado
foi o estudo de caso.
Uma
das fontes iniciais para o desenvolvimento da aprendizagem e interação social
humana é a linguagem, porque é um instrumento que possibilita a uma determinada
sociedade compartilhar de uma mesma estrutura de valores. Quando se aprende uma
língua se aprende a percepção de determinada cultura, isto é, de determinado
grupo social.
O desenho constitui como um dos primeiros registros
gráficos, no desenvolvimento da comunicação entre os homens. Entre os dois e
três anos de idade, a criança rabisca e descobre significados. O rabisco mesmo
que não seja perceptível para o adulto tem definição precisa para aquilo que a
criança desejou desenhar na mente. Neste sentido, para as crianças o desenho é
uma forma de linguagem.
Desde
a infância o ser humano já supera o animal, por que sabe conservar os objetos,
formar imagem mental, trabalhar no plano das representações e das idéias. O animal
somente é capaz de executar aquilo a sua frente, se adaptar e se ajustar às
condições que lhes são impostas para o ambiente. “... o homem tornou-se
histórico: seus símbolos permitem-lhe evocar o passado e planejar o futuro”
(DUARTE, Jr, 1981, p. 23). E também o autor, Freire (1997), confirma esta idéia
ao comentar que, “não ter um amanhã nem um hoje, por viver num presente
esmagador, o animal é a – histórico” (FREIRE, 1997, p.104).
A escola é a instituição por excelência responsável
por construir nos indivíduos o processo de aprendizagem; é responsável por
colocar os indivíduos em contato com os sentidos que circulam a cultura da
sociedade, para fazer com que eles conheçam as múltiplas significações e as
compreenda a partir de suas vivências aponta Duarte, Jr, (1981, p. 93): “Quando a
educação não leva o sujeito a criar significações fundadas em sua vida, ela se
torna simples adestramento: um condicionamento a partir de meros sinais.”
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